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Entre o antigo o novo...

por A.Rita Flores, em 06.03.15

Tenho saudades…. Recordo-me de ti, da primeira vez que te ouvi e que me encheste o coração. Tenho saudades quando eram horas aquelas que passávamos juntas, sem o olhar atento ao ponto dos minutos, para ver quanto teriam já passado.

 

Tenho saudades de quando eras tu que preenchias as minhas tardes e noites, mesmo quando nada parecia funcionar corretamente, muito menos existir melodia.

 

Tenho saudades de quando eras a razão do meu sorriso, um motivo de força maior que me obrigava a sorrir mesmo quando o dia não parecia correr tão. Algo que me fez querer ter-te na minha companhia, acordar, ver-te e sentir-te.

 

Tenho saudades de quando eras a razão do meu choro, a razão das lágrimas, que sem eu dar por isso desciam pela minha face e deixam marcas no papel, nas partituras que tanto ainda tinham por decifrar.

 

Tenho saudades de quando eras a minha desculpa para vir para casa mais cedo, ou de quando eras o meu motivo para querer ter aulas até bem à noitinha.

 

Tenho saudades de quando eras a força de um grupo, a principal razão de combatermos o frio, o escuro e contemplarmos o luar. De quando era contigo que me ensinavam a olhar para as estrelas e ver que histórias teriam elas para me contar.

 

Tenho saudades, mas ainda bem que tenho, significa, acima de tudo, que fui muito feliz quando estive contigo. Continuas no meu quarto, bem junto ao meu pequeno sofá, onde depois de jantar faço questão de me sentar e sentir as tuas cordas nos meus dedos. Dedos que agora têm outras marcas, outras feridas, causadas por motivos que também um dia, certamente, me farão sentir saudade, mas desse um dia, talvez muito em breve, escreverei.

 

O viver a teu lado não tem nenhum estilo, género ou partitura, o partilhar contigo os momentos em que percorro os diferentes caminhos que escolho caminhar, isso sim faz-me querer ter-te sempre na minha companhia.

Sinto saudade, mas cresci muito quando te deixei.

Será?

por A.Rita Flores, em 23.02.15

Início de um novo semestre. O recomeçar de uma "rotina" de estudante e dos horários de tentativa de não perder o autocarro para dar uso ao famoso e amigo quarto de hora académico. Novos desafios nos são lançados e mais do que o decorar de um novo horário, dos anfiteatros onde vamos ter aulas, somos confrontados com novos projetos e iniciativas nas quais queremos participar.

Porém, como diria um amigo meu o que um escuteiro faria no fim, seria uma avaliação, e como boa escuteira que sou, farei jus ao pressuposto:

"Então como correu o primeiro semestre?"

Bastante bem, até consegui tirar boas notas e apenas ir a um recurso para melhoria.

"E estás a gostar?”

Sim, estou a estudar aquilo que sempre desejei e espero vir um dia a ser uma verdadeira jornalista, não ficando apenas com o rótulo de estudante de jornalismo.

Todavia, a verdadeira questão deveria ser se o curso me sacia, se me desafia, e a tal pergunta responderei que não. Tudo bem que o desafio é criado por cada um de nós, sendo por isso e para isso que a Universidade e a própria AAC nos oferecem diversas oportunidades de nos expandirmos naquela que será a nossa área futura de profissão. Mas então a segurança e o crescimento dentro das quatro paredes de uma sala? Não será, também, suposto desafiar-nos e dar-nos sede de mais?

Não digo que o próprio curso não me dê vontade de saber mais, de estudar ou de aprender a informar(-me) melhor, apenas me questiono se será o meio mais completo e preenchido de o fazer. Todo o estudante pode ser jornalista, não se cinge apenas ao relato noticioso, mas dentro da sua área de estudos poderá ser um repórter e um investigador.

Suponho que muitos de nós caloiros (e os já denominados de doutores) se questionem sobre o curso que frequentam. Não será o questionamento uma presença eterna de um jovem estudante que pouco consegue prever do mercado de trabalho e de um estilo de vida futuro? Se o jornalista se questiona e se sente eternamente insatisfeito então, provavelmente, as cadeiras onde me sento e ouço quem mais experiência e sabedoria tem, me contam verdadeiras histórias de adultos que também um dia sonharam vir a ser grandes jornalistas e se questionaram: será?

Extra!

por A.Rita Flores, em 04.02.15

Ora pois bem, estou revoltada! Estou revoltada porque agora integrante da comunidade de estudantes do ensino superior, onde somos convidados a escolher um curso, um curso que será algo que gostaríamos de saber mais sobre, é nos dada a possibilidade de o fazer de um modo mais proveitoso ou mais demorado. Depende de cada um e a única coisa que podemos alterar no modo como este é dado será fazendo-nos ouvir para, que os futuros estudantes do mesmo posso frequentar um curso melhor, mais completo e mais útil. Para que quando sairmos quase que cozinhados, estaremos prontos a ingressar no mercado de trabalho e a continuar no eterno e continuo processo de aprendizagem. Do mesmo modo, que nos permitem escolher um curso, permitem que estudemos uma língua, que a aprendamos, em três diferentes níveis tirando partido máximo da sua aprendizagem. Porém, das muitas outras propostas que a universidade nos dá, todas elas, ou a grande maioria, envolve o pagamento absurdo de mais um valor acrescentado ao altíssimo valor das propinas. Já não chegava o facto de todos os anos a propina aumentar o seu valor, como também todas as excelentes oportunidades que a universidade nos permitiria, serão sempre um acréscimo a este valor. Pensem, seria de todo o meu interesse estudar um pouco de economia para um dia, quem sabe, para que um dia mais tarde se viesse a exercer jornalismo na área economia teria já algumas bases. Contudo, para que tal aconteça teria de pagar 20 euros por cada crédito da cadeira! Sim, as contas são simples, mais um encargo para os pais de um aluno que decida alargar um pouco os horizontes da sua formação. A palavra universidade provém de universo, conhecimento sobre um todo. Mas será mesmo isso que está a acontecer nos nossos dias, se somos “convidados” a pagar tudo aquilo que tem como antecedente do nome principal a palavra "extra"? Queremos viver numa sociedade mais culta, elevar o nosso país, mais do que num suposto quantitativo referente ao número de pessoas com uma licenciatura, ou formação académica superior. Se queremos evoluir e poder competir com outros país, afirmarmo-nos ao seu lado, ou quem sabe, acima deles, temos de permitir aos jovens, futuros responsáveis pelo país, da qual eu tenho o extremo orgulho de fazer parte, uma formação mais completa, mais competente. Sinto-me revoltada pelo modo como o dinheiro hoje em dia está tão excessivamente presente nas nossas vidas, pelo modo como este muitas vezes nos impede de atingir alguns dos nossos objetivos. Não falo de patamares fúteis ou superficiais, mas sim de decisões consistentes e persistentes para um melhor crescimento pessoal e coletivo. Não lhe retiro a sua importância para uma melhor vivência em democracia, ou uma melhor organização da mesma, mas sim se esta for feita de modo equalitário e de modo justo. Entramos na universidade e sentimo-nos revoltados pelo modo como esta nos apresenta um leque de oportunidades, que mais do que fantásticas numa das linhas do nosso curriculum, seria uma oportunidade única para o crescimento e desenvolvimento de um espirito crítico e de responsabilidade, tão nos exigidos pela sociedade dos nossos dias.

Por vezes...

por A.Rita Flores, em 20.01.15

Por vezes o desafio não é escrever, é ler.
 Por vezes penso sobre aquilo que quero escrever, sobre o modo como gostaria de deixar as pessoas a pensar ou simplesmente no quanto tudo o que escrevo são apenas arco íris e unicornio. Pergunto-me de que modo é que as palavras realmente marcam as pessoas, de que modo elas afetam e alteram a visão de quem as lês.

Mais do que escrever, é ler quem também as escreve. É poder crescer naquele que é o maior dos contos de fadas, as palavras.

 

Por vezes o desafio não é sorrir, é chorar.

Queremos tanto mostrar que somos fortes, que sabemos dar respostas tortas e engraçadas, para não mostrarmos que algo realmente nos afeta. Através da futilidade e das conversas sem sentido, que não passam de puro tempo gasto, demonstramos aos outros o quanto podemos ser conhecidos um dia, quantos seguidores temos nas redes sociais, ou quantos gostos temos na nossa foto de perfil.

Esquecemo-nos que quem nos conhece verdadeiramente não se conquista e não se deixa conquistar pela nossa montra de forças, mas sim pelo espelhar das nossas fraquezas. Se chorar o reflete, porquê escondê-lo? Deixa que elas mostrem o caminho da essência.

 

Por vezes o desafio não é ganhar, é aceitar a derrota.

Vivemos no dia em dia a correr, com tanta pressa que nem sabemos bem como havemos de completar todos os pontos que marcamos na nossa agenda. Vivemo-la de tal modo acelerado, que deixamos de reparar que apenas somamos vitórias, vistórias essas que apenas nos ensiam a ser o maior contemplado. E para que isso nos serve? Nada, relativamente nada. Saber perder e saber erguer a cabeça faz-te ambicionar cada vez mais, faz-te sonhar.

 

Por vezes o desafio, é apenas "mais uma coisa".

Afinal, o que é o desafio? O que é suposto ele ser para mim? Algo difícil e que quero conquistar? Ou simplesmente algo tão nobre, que nos temos vindo a esquecer? Ora aí está. O desafio é definido pela sua indefinição. O desafio é aquilo que nós quisermos, ou como diria alguém especial, "estou num país livre, fraço o que eu quiser!". Pois, bem... "Não comas de faca e garfo. Labuza-te".

 

"Anda, faz uma pausa..."

por A.Rita Flores, em 06.01.15

Início de mais um ano, doze passas, doze desejos. Os meus? Ficaram todos eles por pedir. Porquê? Talvez porque não me sentei a pensar bem no que gostaria de pedir, ou simplesmente por querer que este novo ano fosse diferente (ou que continuasse a ter "aquele sorriso estranho"). 

Nova fase. Caloira daquele que foi um dos doze desejos de há muitos anos atrás. Aquilo que tenho vindo a aprender com ele, não foi totalmente fruto do que sentada nos frios auditórios da Faculdade de Letras, ouvi e me deixaram (mais) pensativa. Talvez uns dias mais acordada, outros mais sonolenta (mas nunca dormindo garanto), fizeram-me refletir apenas na verdadeira essência do que será um jornalista, como também na quantidade de matéria que iria sair no exame final daquela cadeira. A permanente frase do "será isto matéria? será isto apenas para nos deixar pensar?", ora pois bem, feita a leitura dos sumários daquela que será a matéria avaliada concluo que: naquelas salas, onde se respira tradição, onde se leem frases e se ouvem passos a criar o novo conceito de hora académica, tomamos consciência de que acima de tudo estamos na faculdade para crescer, para nos tornarmos cidadãos melhores e mais completemos, para formarmos caracter e, muitíssimo importante nos dias de hoje, fortalecer o nosso espírito crítico. 

Quem precisa de ter consigo um brilhante cozinheiro, que saiu da sua escola de formação com uma belíssima média, se não sabe fazer a bela da simples omelete? Ora pois bem, obtemos a mesma resposta quando nos questionamos sobre o porquê de tanta importância dada à teoria nas nossas presentes áreas de estudo. 

Chegada a janeiro… Quem diria que já terminou um semestre de aulas, quem diria que Coimbra tinha um pulsar tão grande como aquele que se sente diariamente em cada estudante. Certamente, neste mês, que tanto estudo se faz sentir, damos sentido às originais palavras que descrevem a nossa cidade: a cidade dos estudantes. Contudo, do que é feita a vida de um estudante se não de aprendizagem? Ora pois bem, parece mais uma daquelas frases que, de vez em quando, vamos dizendo aos nossos pais, uns mais longe e outro mais perto, sobre o quanto a faculdade é uma verdadeira escola de vida. Não nego o meu total acordo com a mesma, mas do que é feito do sentimento de revolta estudantil? Do que é feita a necessidade, quase constante de escrita? De que é feito dos estudantes, que tão representativos da cidade de Coimbra, eram cidadãos tão ativos politicamente? De que é feito tudo isto, se nem nas votações para a sua própria associação estes participam na sua totalidade? Ora pois bem, se queremos ser os melhores naquela que é a nossa área de estudo, não esqueçamos da importância que atualmente o conceito de número tomou, mas também nos façamos lembrar que é preciso saber ser os futuros responsáveis pelo nosso Portugal.

Fruto de um pequeno semestre, talvez já sentido demasiado daquela que considero ser a minha cidade. Olho pela janela do meu quarto, vendo as luzes ligadas, as persianas fechadas e os carros que ainda vagueiam pelas estradas e relembro-me do quanto é essencial saber viver, saber jogar e saber perder, saber competir e saber dar o braço a torcer… ora aqui está, momentos de pausa, são os que nos aquecem e nos ensinam a (querer) saber.

Igual a ti? Não há ninguém.

por A.Rita Flores, em 16.11.14

Queres crescer? Então aprende com o passado, vive o presente e não penses demasiado no futuro. 

Ultimamente tenho-me questionado sobre algumas decisões que tomei e o porquê de as ter tomado, ao mesmo tempo que não posso deixar de pensar em algumas que terei de tomar. Na verdade, todos nos questionamos sobre isto, afinal, todas as nossas ações no presente têm a sua influência do passado e terão, certamente, influência no futuro. 

Se há algo que ainda te deixa inquieta, não deixes que continue assim. Desfaz todas as tuas dúvidas e segue em frente. Se é tarde demais para fazer perguntas, então desliga e aproveita o que de bom a vida te está a dar. 

A bela analogia da vida a uma montanha Russa é das mais próximas da sua definição. Nem todos os momentos são em alto, muito menos serão todos em baixo. Tudo bem, no ano passado a escola, o curso não correu tão bem como esperarias, terminaste uma relação duradoura e um amor de verão ficou-se apenas por aí, pelo verão. Agora, terá de ser esse o impedimento para o viver em pleno do presente? Como é óbvio que não! Nenhum de nós tem de ser estudante de psicologia para saber o quão importante é ter auto estima e a crença de que as coisas vão correr bem. Agora, não te encostes a um muro, não estejas à espera que oportunidades de emprego caiam do céu ou que grandes notas em frequências e exames surjam como fruto da sorte.

Sim, a sorte existe, mas nunca será dela que o teu sucesso irá depender totalmente, em parte não o posso negar que até dependa. Porém o conhecer de este ou de um outro individuo mais influente, não te irá servir como um elemento fundamental se não lhe mostrares o quão bom, especial e único, tu és, não vais ser tu o escolhido.

A vida não é apenas um jogo, mas vive muito "à sua beira". Não se trata de seres o primeiro ou de seres egoísta para com os outros, mas sim de dares o teu melhor, de saberes que estás dedicado "de corpo e alma" e acima de tudo, de saberes quem está a teu lado e que estarás pronto ajudar, mesmo que ele não retribua. 

Não vivas agarrado ao passado, vive antes com a ideia de te tornares melhor a cada dia, de dares mais de ti e de receberes mais dos outros. Exige de ti e dos outros! Não aceites o conformismo e não negues a luta, não saias de casa com a incerteza do caminho, sai com aquele brilho nos olhos neste mundo onde a incerteza reina cérebros e corações. Vive na certeza que de serás melhor a cada dia e na certeza que igual a ti, não há ninguém

Bem, hoje escrevi o meu primeiro artigo. Sim, é verdade, demorei 6 horas a fazê-lo,mas não o fiz sozinha. Tive a companhia de duas belas surpresas que coimbra me trouxe, tão bem me trouxe e certamente, tão bem irão ficar. 

Um novo ano, novos desafios e novas conquistas.

Não seria honesto da minha parte dizer que tem sido fácil, não é, nem queria que assim o fosse. As coisas faceis não nos dão luta ou vontade de querer ainda mais, as coisas a que chamamos de dificeis, acabam por se tornar naquelas que mais gosto nos dão em realizar.

Aquele a que muitos chamam de "conforto da casa dos país" é um conforto é verdade, porque nunca deixamos de encontrar um sorriso conhecido quando chegamos de mais um dia de aulas na faculdade, mas tambem é por outro lado uma vivência conjunta do abrir de novas portas, de novas experiências.

Coimbra, deu-me a certeza do curso que escolhi, da área em que sempre quis vir a trabalhar. Deu-me uma ligação com os meus pais e com a minha família, que talvez não seja apenas fruto da maturidade, do trabalho e do tempo, talvez também a cidade me esteja a permitir olhar, com verdadeiros olhos de ver, aqueles que mais gostam de nós e que mais querem que vivamos o momento. 

Coimbra, está a dar-me amigos novos, alguns que ainda agora chegaram e já se renderam aos ecantos desta cidade. Outros, que através da lição e da tradição nos vão mostrando o verdadeiro sentido daquela que será a saudade. 

Coimbra, dá-me música. Muito mais que acordes que saiem de uma guitarra, de um cavaquinho, de um bandolim, de um violino ou do ritmo que solta a pandeireta, dá-me, Coimbra, a verdadeira lição. Através da música encontrei sentimentos, sorrisos e lágrimas, encontrei razões e sentidos que nem o tempo me soube contar. 

Coimbra, já me deu muito, ou não seria esta a minha cidade desde sempre. Porém, o seu verdadeiro espírito, a sua verdadeira essência deixo que seja o tempo a mostrar-me porque tal como o correr das águas do rio Mondego, "de Coimbra, fica o tempo que não passa, neste passar de tempo que não volta". 

 

A. Rita Flores 

"Nós queremos realizar esse sonho!"

por A.Rita Flores, em 14.10.14

"Desde sempre, sopra uma brisa", desde sempre que temos sonhos, sonhos esses que são carregados por alguém. Alguém tão leve como o vento, que nem damos por ele, esquecemo-nos da sua presença. 

Ao longo do fim de semana, lembrei-me dos meus sonhos em criança, do modo como os meus irmãos mais velhos foram contribuindo para que eles se realizasse, se tornassem parte de mim e me fizessem crescer. Alguns, certamente, não passaram de palavras soltas escritas numa folha de papel. Outros, porém, fizeram-me olhar o mundo, crescer e continuar a acreditar no sonho. 

"O mundo avança com a nossa vontade". É verdade que os sonhos segundo o dicionário são um produto da imaginação, da fantasia, algo impossível, uma ilusão, porém, porquê seguir as regras e ser igual a tantos outros? Porque haveremos de esconder o nosso verdadeiro eu e não demonstrar a nossa vontade? Ambição? Trabalho? E no fim de tudo, a concretização

Nem tudo serão caminhos trilhados, nem tudo serão belos vales, com lindas flores, é verdade, mas quando desafiamos o Eco "gritando FELICIDADE! Ela virá de volta, uma e outra vez, de cada vez, que encontres a dificuldade". 

Este é o teu desafio, o nosso desafio! Um dia alguém carregou os nossos sonhos, esteve a nossa lado e sonhou connosco. Agora, é a nossa vez de os ajudar a fazer voar os deles, a deixar que a brisa que sopra lhes mostre o caminho, que os faça cair, mas que os ajude a levantar-se e a erguer-se de novo, prontos para mais uma queda. 

O nosso papel? Ser realizadores de sonhos... 

 

E tudo começou um dia

por A.Rita Flores, em 03.10.14

 Sentei-me no sofá do meu quarto antes de ir dormir. Amanhã era o grande dia, o dia das matrículas, o dia em que passaria a ser oficialmente estudante da universidade. Passou tudo tão rápido, ainda ontem era o início do verão e chorávamos por ver terminar os três curtos anos como alunos do secundário. 

Passou tudo tão rápido que nem sempre percebemos se vivemos o máximo, se demos o máximo ou se podíamos ter dado a ainda mais. Se não demos, será que ainda vamos a tempo? O tempo? Não passam de números seguidos, de um ciclo que se repete. O modo como aproveitamos o tempo? Depende de cada um de nós e da maneira como o queremos desafiar. Desafia o tempo e mostra-lhe como és um verdadeiro cavaleiro das horas e dos minutos aproveitados!

As mudanças surgem: crescemos; começamos a gostar de por batom antes de sair de casa; temos mais cuidado com a linha; olhamos o mundo em nosso redor com outros olhos e começamos a apercebermo-nos daquilo que realmente nos rodeia, um vizinho, um amigo, um sorriso de um desconhecido ou a lágrima de uma mãe. 

Cruzamos os olhos nas fotografias antigas e pensamos muitas vezes "Como é que alguma vez fui capaz de cortar assim o cabelo?". Bem, se o fizemos foi por acharmos que nos iria ficar e, em verdade, aos olhos dos nosso pais ficamos bem de qualquer maneira, seremos eternamente os meninos dos olhos deles. Cruzamos os olhos e pensamos o quanto fomos felizes, o quanto os nossos pais e os nossos amigos fizeram de nós pessoas felizes e com vontade de ser assim todos os dias.

Hoje sentada no meu sofá, que não poderia deixar de ser cor de rosa, e de olhos postos na minha caixa de recordações, penso na opção que tomei, no curso que escolhi e nos momentos futuros que irei viver. Penso na minha primeira praxe, na minha primeira latada, na minha primeira serenata, na minha futura madrinha, na primeira vez que vou vestir capa e batina, na primeira vez que vou subir a palco... penso em tanta coisa! E são tantas as questões que surgem e para as quais (ainda) não tenho resposta. Prefiro não procurar a resposta, prefiro esforçar-me e trabalhar para que essa resposta se torne parte do grande desafio que será a vida académica.

É tempo de ir descansar, amanhã, certamente, a fila será grande, mas lá no fundo não me importo muito de esperar. Esperei tanto tempo por este momento, pelo dia em que também eu seria parte da tradição, que lentamente darei os primeiros passos para a sua vivência.

Até amanhã, caloira...

Bem açucarado...

por A.Rita Flores, em 12.09.14

Ontem (dia 26 de Julho) comemorou-se o dia dos avós. Um dia tão especial como o dia da mãe ou o dia do pai, afinal todo aquele que hoje é avô, também um dia foi pai, tal como os meus são, para mim, os meus segundos pais.

Tenho uma relação muito especial com ambos, tudo aquilo que sei sobre a vida de campo, sobre a agricultura, sobre alguns animais, plantas e vegetais, foi porque partilhei muitas conversas com eles.

 

O meu avô paterno é um HEROI para mim: lutou pelo nosso país, esteve preso na Índia, mas nunca desistiu de voltar. Apesar das adversidades da vida, que África acabou por lhe trazer, juntamente com a sua família soube erguer-se de novo e construir aquela a que eu hoje chamo de "casa dos avós".

O meu avô materno é para mim um GUERREIRO: lutou e trabalhou para que nada faltasse em casa, para que a minha mãe e os irmãos pudessem estudar e construir aquela que eu hoje chamo de "a minha casa".

A minha avó materna é uma LUTADORA. É aquela avó, que por mais que cresça serei a sua eterna Ritinha, pequenina e que como ela o diz tem "uns marmelinhos bem jeitosinhos". Rio-me sempre que ela conversa comigo e relembro-me bem das mulheres da sua idade, que sujeitas á sociedade da época, foram descobrindo aquilo que é o amor, porque trabalhar? Isso desde pequeninas que elas sabem bem.

A minha avó paterna é para mim uma FORÇA. Sempre soube esperar pelo seu amor, pelo dia em que também ela se viria a tornar mãe.

Uma mulher moderna e atual, que sempre me disse "oh filha, tu estuda. Estuda para ganhares o teu dinheirinho e para seres independente". Gostamos muito de conversar com todas as mulheres lá de casa, que em número são bem mais que os homens. Constituímos o gang das super mulheres, que pelos diferentes feitios e personalidades, ora debatemos, ora contamos cusquices umas às outras.

O dia dos avós é apenas mais um dia do calendário, uma desculpa para um telefonema ou um beijinho. Porém, neste dia lembramo-nos sempre deles e embora eu saiba, que um dia, também eles serão estrelinhas lá do céu que estarão a olhar por nós, quero poder aprender com eles e conversar com eles tudo aquilo que a vida lhes ensinou.

Afinal, os avós, são quem mais açúcar nos dá para a vida.

 


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